E não se assuste com esta declaração, foi um dos poemas mais
lindos que li!
Leitura que fiz de sua pele através do toque suave das
minhas mãos, leitura que fiz dos teus olhos, da troca de olhares, do ritmo da respiração...
Era um poema de pele clara e cabelos escuros, revoltos e
ondulados, como o mar em dias de tempestades, que nem assusta e só encanta.
O meu poema tinha uma fala mansa, e uma voz grave como as
dos boiadeiros e fala de amor como quem canta uma toada, ou uma ladainha...com
toda simplicidade.
O meu poema fala de amor e de beleza como há tempos eu não
ouvia, e que espetáculo de beleza ver o contraste das cores que vestem os
nossos corpos quando nos encontramos.
O meu poema me surpreendeu com os carinhos mais ousados, com
os toques mais suaves, com as caricias mais sutis...
Me surpreendeu com umas poucas lagrimas que iluminaram o seu
rosto por conta de uma saudade, me surpreendeu quando descansou sua cabeça meu
peito...me surpreendeu quando me elegeu uma das suas guardiãs...
Poema mais lindo do mundo, carrega um brilho intenso em seus
olhos, e uma imensa vontade de fazer o mundo um pouquinho melhor.
Carrega no peito a determinação de quem defende o que
acredita, carrega nos lábios muitas verdades, ideologias e tem a pele marcada
pela sua liberdade.
Poema que não me pertence, não foi por mim criado, e nem a
mim ofertado, nem sei como o conquistei... tenho ele como presente...guardado,
ciumado.
Presente que a vida me deu e que apesar de não me pertencer
será meu eternamente.....

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