quarta-feira, 11 de abril de 2012

Amor de vó!


E há quem diga que ser avó é ser mãe duas vezes... Eu discordo veementemente dessa afirmação, ser avó é ser mãe infinitas vezes, é ser mãe onde a palavra mãe já não encontra tradução... Ser avó é compreender a palavra amor em toda a extensão dessas quatros letras.
Se for julgar pelo arquétipo, tem gente que vai se enganar e muito, há tempos as avós mudaram, e como mudaram... Fugiram da imagem de senhoras pacíficas sentadas numa cadeira de balanço com uma agulha de tricô nas mãos, essas ainda existem, mas tem as outras, aquelas que trabalham fora, que suam a camisa, que encontra tempo pra cuidar dos filhos e dos netos, as que curtem baladas e academia, as poetisas, as cozinheiras, as sonhadoras, as protetoras... Toda sorte de mulher que não contente em agraciar o mundo com um presente, consegue redobrar a felicidade quando o presente que pôs no mundo a presenteia com um novo ser... Pequeno e rechonchudo, prontinho para alterar a rotina de todo mundo e ser prontamente guardados e  defendidos por elas.
Por que ser avó acima de tudo é ser uma guardiã, essa tarefa é intrínseca, eu sinceramente acredito que elas sejam a personificação dos anjos da guarda, os verdadeiros anjos da guarda, pois não há travessura que não encontre o perdão em seus braços... Nunca vi pessoa mais predisposta ao perdão e a devoção. E não importa a idade dos netos, o colo é certo em qualquer tempo e independe de necessidade.
E quando se vê aquele menino manhoso, cheinho de dengos e manhas já adulto, sempre tem um que solta “Isso é menino criado com vó”... Impossível não identificar.
Principal característica desses seres é a própria divindade particular de cada uma delas, é o único meio de justificar tamanha doação, tamanha devoção e tamanho amor, alias amor é o que elas mais têm e o que mais doam e de tanto que doam parece que prolifera ainda mais o sentimento dentro delas... Haja coração.
Os nomes variam, os endereços são os mais diversos, as idades, as personalidades, mas a capacidade de acolhimento, de se doar, é inconfundível em todas elas... e atire a primeira pedra aquele que nunca viu uma avó proteger um neto após uma traquinagem qualquer.
As Julias, Jaciras, Jacis, as Deises, as Marias, Marinas, Robertas, as Silvias, Tanias, Lauras, Cecilias, Suelis..a todas as avós desse mundo que com toda simplicidade, com todo jeitinho, nos ensina diariamente a incrível arte de amar, amar e amar.
Por que ser avó é isso não é?
Ser avó é se doar inteira sem esperar nada em troca, acordar de noite pra ligar pra saber se está tudo bem, é fazer aquelas guloseimas em troca de uns carinhos e um sorrisos que ainda que não viessem seria bom do mesmo jeito, ser avó é sofrer em dobro quando a traquinagem acaba em machucado, é defender com unhas e dentes os descendentes de sua cria, é sentir um amor incondicional pelo filho e pelo filho do filho... ser avó é cuidar, é zelar,  é proteger...
Nem todas as mulheres recebem essa graça, ou não percebem a graça que lhes é concedida, mas há aquelas que anseiam, aceitam e cuidam da missão de ensinar tudo novamente aos pequeninos assim como fez com os filhos, não por obrigação, mas por amor, amor puro e simples... Amor que rima com xodó... AMOR DE VÓ.       

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